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O começo...

  • Foto do escritor: doismundosprodutor
    doismundosprodutor
  • 28 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jul. de 2024




Vamos começar do começo, aplicando uma visão ampla... sonhos... desejos... vida...


O primeiro ponto é simples: a vida é uma só! E você, até quando vai ficar parado?


Quero compartilhar minha experiência pessoal, esperando que inspire você! Mesmo que eu tenha "entrado nesse sonho agora"... vamos lá!


Desde pequeno, eu tinha uma certeza: a arte era o meu caminho! Aos 5 anos, achava que me tornaria um palhaço, imitando Sérgio Malandro na escola, desenhando no pré-escolar e fazendo palhaçadas nas festas de família. Com o tempo, fui me aperfeiçoando, e Nerso da Capitinga se tornou minha obsessão! As piadas para maiores de idade não faziam diferença, porque as crianças dos anos 80 não conheciam a censura de hoje! Minha grande sorte (ou azar, porque meu senso de humor ainda é forte) foi quando minha avó Terezinha sugeriu aulas de violão. Eu tinha cerca de 12 anos, e as aulas seriam com Aurino, amigo do meu tio Pingo.


Cresci num ambiente onde meu tio Pingo se reunia com amigos para tocar seresta. Esse tio... Bem, é importante falar sobre ele. Vindo de uma família humilde, minha bisavó Eliza fugiu da Segunda Guerra e veio para o Brasil, onde criaria seus filhos na miséria do pós-guerra. O tio Pingo se tornou marceneiro, depois presidente do sindicato dos marceneiros do Rio de Janeiro, e acabou se tornando um homem poderoso e rico. Ele tinha suas qualidades e defeitos, mas sempre ajudava quem precisasse, tornando-se uma espécie de "Robin Hood" para muitos.


Eu morava em Manhumirim, uma pequena cidade no interior de Minas Gerais. Durante uma de suas visitas, minha avó falou sobre as aulas de violão, e comecei a aprender com Aurino. Não pagava nada e nem tinha um violão, mas minha mãe conseguiu um Tonante usado, fruto de uma dívida de bar. Mas isso é outra história... Enfim, um violão! Com cordas de aço tão distantes do braço que eu usava gelo para aliviar os dedos!


Fiz três meses de aula, mas não era nada motivador ter um professor que, depois de ensinar alguns acordes, cochilava em sua cadeira, entediado com o jornal da tarde. Assim, comecei minha jornada musical por conta própria. Observava tudo! Os artistas de rua, amigos e as bandas de baile que tocavam na região, sempre de olho em tudo! Tudo era uma mistura de notas e visões! E assim fui, sem rumo, aprendendo com revistas compradas em bancas de jornal, trocando conhecimento com amigos, praticando acordes e dedilhados. Aos 14 anos, me senti pronto para juntar com outros amigos igualmente apaixonados e formamos uma banda. E por que não? Assim nasceu o "Porão do Joe"! Minha primeira banda, e apesar de não sabermos tocar direito, a atitude e vontade eram o nosso diferencial!


Continuo essa saga no próximo post! Fiquem atentos, porque a história é cheia de reviravoltas!


Um grande abraço!

 
 
 

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